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http://hdl.handle.net/20.500.11960/4967| Title: | Parentalidade positiva em crianças dos 18 anos aos 36 meses: contributo para a enfermagem de saúde familiar |
| Authors: | Viana, Maria Cândida Cracel Laranjo, Joana Lamas de Oliveira |
| Keywords: | Enfermagem da família Parentalidade Crianças Family nursing Parenting Children |
| Issue Date: | 13-Apr-2026 |
| Abstract: | Este relatório foi elaborado no âmbito da unidade curricular Estágio de Natureza Profissional com Relatório Final (ENPRF), integrada no I Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária na Área de Enfermagem de Saúde Familiar da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), em consórcio com o Instituto Politécnico de Bragança e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Em conformidade com os requisitos para a obtenção do grau de Mestre e atribuição do título de Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na Área de Enfermagem de Saúde Familiar (EEECAESF), este relatório apresenta a investigação desenvolvida e uma reflexão crítica sobre as atividades realizadas em estágio que permitiram o desenvolvimento das competências comuns ao Enfermeiro Especialista (EE) e específicas do EEECAESF.
O estágio decorreu entre 2 de outubro de 2023 e 28 de março de 2024, na Unidade de Saúde Familiar (USF) Mais Saúde, tendo como eixo central a promoção da parentalidade positiva. Esta abordagem, centrada no afeto, na comunicação eficaz e na definição de limites consistentes, promove o desenvolvimento saudável da criança (Lopes & Dixe, 2012). Os primeiros anos de vida assumem importância crucial no percurso individual e social das crianças, sendo determinante a qualidade das interações familiares (Moura et al., 2022). Neste contexto, a Enfermagem Comunitária na Área de Enfermagem de Saúde Familiar, pela proximidade e continuidade dos cuidados, desempenha um papel central na promoção de práticas parentais positivas.
A investigação teve como objetivo analisar a influência do sexo, escolaridade e apoio social na perceção parental relativamente ao exercício da parentalidade positiva, em pais e mães de crianças entre os 18 e 36 meses inscritas na USF Mais Saúde. A recolha de dados foi realizada através de um questionário sociodemográfico e da Escala de Parentalidade Positiva (Lopes, 2012).
Os resultados evidenciaram elevada confiança parental, sobretudo na dimensão ‘comunicação positiva’ e maiores dificuldades e necessidade de conhecimentos associadas à ‘disciplina positiva’. Identificaram-se diferenças estatisticamente significativas em função do sexo: as mães apresentaram maior necessidade de conhecimentos, particularmente na dimensão ‘disciplina positiva’, em consonância com Demirbağ e Dost (2025). No que concerne à escolaridade, não se observaram diferenças significativas, corroborando Valente (2022), mas divergindo dos resultados de Lopes (2012). Relativamente ao apoio social, identificou-se impacto em várias dimensões: pais e mães com apoio moderado apresentaram menor confiança em ‘disciplina positiva’ e ‘necessidades físicas’ quando comparados com os de baixo apoio, contrariando os achados de Lopes (2012). Estes últimos reportaram menos dificuldades em ‘comunicação positiva’ e ‘disciplina positiva’, bem como menor necessidade de conhecimentos em ‘desenvolvimento, comportamento e estimulação’, o que diverge da literatura que reconhece o apoio social como fator protetor no exercício da parentalidade (Coltro et al., 2020).
Conclui-se que o sexo e o apoio social exercem impacto significativo na perceção parental sobre a parentalidade positiva, enquanto a escolaridade não se revelou determinante neste contexto. Os resultados reforçam a importância da Enfermagem Comunitária na Área de Enfermagem de Saúde Familiar integrar estas variáveis na sua prática, apoiando uma parentalidade consciente, informada e promotora de resiliência familiar. This report was prepared within the curricular unit Estágio de Natureza Profissional com Relatório Final (ENPRF), part of the I Master’s Degree in Community Nursing, in the area of Family Health Nursing, at the School of Health, Polytechnic Institute of Viana do Castelo (IPVC), in consortium with the Polytechnic Institute of Bragança and the University of Trás-os-Montes e Alto Douro. In accordance with the requirements for obtaining the Master’s degree and the title of Specialist Nurse in Community Nursing in the Area of Family Health Nursing (EEECAESF), this report presents the research developed and a critical reflection on the internship activities that enabled the acquisition of both the common competencies of the Specialist Nurse (EE) and those specific to the EEECAESF. The internship took place from October 2, 2023, to March 28, 2024, at the Family Health Unit (USF) Mais Saúde, focusing on the promotion of positive parenting. This approach—centered on affection, effective communication, and consistent limit-setting—fosters healthy child development (Lopes & Dixe, 2012). The first years of life are crucial for a child’s individual and social development, with the quality of family interactions playing a determining role (Moura et al., 2022). In this context, Family Health Nursing, through its proximity and continuity of care, plays a key role in promoting positive parenting practices. The research aimed to analyze the influence of sex, educational level, and social support on parents’ perceptions regarding the exercise of positive parenting, among parents of children aged 18 to 36 months enrolled at USF Mais Saúde. Data were collected using a sociodemographic questionnaire and the Positive Parenting Scale (Lopes, 2012). The results revealed high parental confidence, especially in the “positive communication” dimension, and greater difficulties and need for knowledge associated with “positive discipline.” Statistically significant sex differences were identified: mothers expressed a higher need for knowledge, particularly regarding “positive discipline,” consistent with Demirbağ and Dost (2025). Regarding education level, no significant differences were found, supporting Valente (2022) but diverging from Lopes (2012). Concerning social support, an effect was observed across several dimensions: parents with moderate support reported lower confidence in “positive discipline” and “physical needs” compared with those with low support, contradicting Lopes (2012). Parents with low social support reported fewer difficulties in “positive communication” and “positive discipline,” as well as a lower need for knowledge regarding “development, behavior, and stimulation,” which diverges from the literature recognizing social support as a protective factor in parenting (Coltro et al., 2020). It is concluded that sex and social support significantly influence parental perceptions of positive parenting, whereas education level did not prove to be a determining factor in this context. The findings reinforce the importance of integrating these variables into Family Health Nursing practice, supporting a conscious, informed, and resilience-promoting approach to parenting. |
| Description: | Relatório de Estágio de Natureza Profissional no âmbito do Mestrado Enfermagem Comunitária, na área de Enfermagem de Saúde Familiar apresentada na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (Consórcio IPB, IPVC e UTAD) |
| URI: | http://hdl.handle.net/20.500.11960/4967 |
| Appears in Collections: | ESS - Dissertações de mestrado |
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