Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/20.500.11960/4977
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dc.contributor.advisorOliveira, César Filipe Chaves de-
dc.contributor.authorCajado, Catarina Marques-
dc.date.accessioned2026-05-27T14:22:50Z-
dc.date.available2026-05-27T14:22:50Z-
dc.date.issued2026-05-23-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/20.500.11960/4977-
dc.descriptionDissertação de mestrado apresentada para obtenção do grau de Mestre em Fisiologia do Exercício e Promoção da Saúde na Escola Superior de Desporto e Lazer do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.pt_PT
dc.description.abstractIntrodução: A esquizofrenia é uma perturbação crónica e incapacitante, com impacto multidimensional (psiquiátrico, cognitivo e físico), frequentemente acompanhada por comportamentos de risco e por um perfil cardiometabólico desfavorável. O exercício físico tem sido proposto como estratégia coadjuvante para atenuar sintomas, otimizar a função e mitigar o risco cardiometabólico. Esta tese teve como objetivos: (I) enquadrar o papel do exercício físico na esquizofrenia através de uma revisão narrativa (Capítulo I); (II) analisar os efeitos do exercício (aeróbio, treino de força e treino misto) na capacidade funcional e cognição em pessoas com esquizofrenia (Capítulo II); e (III) sintetizar a evidência sobre o exercício como estratégia de prevenção/atenuação da síndrome metabólica e de desfechos cardiometabólicos associados (Capítulo III). Métodos: A tese estrutura-se em duas revisões integrativas, reportadas com fluxogramas PRISMA 2020. A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, SciELO, ScienceDirect, PsycINFO e LILACS. Foram incluídos estudos originais com adultos com diagnóstico de esquizofrenia, intervenção/exposição a exercício ou atividade física e reporte de desfechos clínicos relevantes, nos idiomas português/inglês/espanhol. No Capítulo II, foram identificados 2.891 registos e incluídos 16 estudos; no Capítulo III, foram identificados 11 613 registos e incluídos 8 estudos. Devido à heterogeneidade de protocolos e instrumentos, realizou-se síntese narrativa, sem meta-análise. Resultados: globalmente incidem sobre benefícios do exercício, sobretudo quando os programas são estruturados, supervisionados e mantidos por ≥8–16 semanas (2–3 sessões/semana), com intensidade monitorizada (frequência cardíaca, percentagem do VO₂máx ou perceção subjetiva de esforço). Observam-se tendências de melhoria na capacidade funcional (p. ex., VO₂máx e força) e em domínios cognitivos (atenção, velocidade de processamento e função executiva). Relativamente ao risco cardiometabólico, a evidência sugere plausibilidade biológica para melhoria de componentes da síndrome metabólica e de marcadores inflamatórios, embora os estudos focados especificamente na síndrome metabólica ainda sejam limitados.Conclusão: o exercício físico é uma intervenção coadjuvante segura e exequível em pessoas com esquizofrenia, devendo ser prescrito de forma individualizada, com dose definida (tipo, intensidade, frequência e duração), monitorização simples e estratégias de adesão. Persistem limitações (amostras pequenas, heterogeneidade de protocolos, relato incompleto de medicação/dieta e variabilidade nos critérios de síndrome metabólica), justificando ensaios clínicos de maior dimensão, com desfechos harmonizados e seguimento prolongado.pt_PT
dc.description.abstractIntroduction: Schizophrenia is a chronic and disabling disorder with multidimensional impact (psychiatric, cognitive, and physical), often accompanied by risk behaviors and an unfavorable cardiometabolic profile. Physical exercise has been proposed as an adjunctive strategy to alleviate symptoms, optimize functioning, and mitigate cardiometabolic risk. This thesis aimed to: (I) contextualize the role of physical exercise in schizophrenia through a narrative review (Chapter I); (II) analyze the effects of exercise (aerobic, resistance training, and combined training) on functional capacity and cognition in people with schizophrenia (Chapter II); and (III) synthesize the evidence on exercise as a strategy to prevent/attenuate metabolic syndrome and associated cardiometabolic outcomes (Chapter III). Methods: The thesis comprises two integrative reviews, reported with PRISMA 2020 flow diagrams. The literature search was conducted in PubMed, SciELO, ScienceDirect, PsycINFO and LILACS. Original studies were included if they enrolled adults diagnosed with schizophrenia, involved an exercise or physical activity intervention/exposure, and reported relevant clinical outcomes. Studies in Portuguese/English/Spanish were included. In Chapter II, 2,891 records were identified and 16 studies were included; in Chapter III, 11,613 records were identified and 8 studies were included. Due to heterogeneity in protocols and assessment instruments, a narrative synthesis was performed without meta-analysis. Results: Overall, findings indicate benefits of exercise, particularly when programs are structured, supervised, and maintained for ≥8–16 weeks (2–3 sessions/week), with intensity monitoring (heart rate, percentage of VO₂max, or rating of perceived exertion). Trends toward improvements were observed in functional capacity (e.g., VO₂max and strength) and cognitive domains (attention, processing speed, and executive function). Regarding cardiometabolic risk, the evidence suggests biological plausibility for improvements in metabolic syndrome components and inflammatory markers, although studies specifically focusing on metabolic syndrome remain limited. Physical exercise is a safe and feasible adjunctive intervention for people with schizophrenia and should be prescribed in an individualized manner, with a defined dose (type, intensity, frequency, and duration), simple monitoring, and adherence strategies. Limitations persist (small samples, heterogeneous protocols, incomplete reporting of medication/diet, and variability in metabolic syndrome criteria), supporting the need for larger clinical trials with harmonized outcomes and longer follow-up.pt_PT
dc.language.isoporpt_PT
dc.rightsopenAccesspt_PT
dc.subjectEsquizofreniapt_PT
dc.subjectExercício físicopt_PT
dc.subjectCogniçãopt_PT
dc.subjectCapacidade funcionalpt_PT
dc.subjectSíndrome metabólicapt_PT
dc.subjectRisco cardiometabólicopt_PT
dc.subjectSchizophreniapt_PT
dc.subjectPhysical exercisept_PT
dc.subjectCognitionpt_PT
dc.subjectFunctional capacitypt_PT
dc.subjectMetabolic syndromept_PT
dc.subjectCardiometabolic riskpt_PT
dc.titlePrescrição do exercício físico e os efeitos na sintomologia psiquiátrica em pessoas com esquizofreniapt_PT
dc.typemasterThesispt_PT
thesis.degree.nameMestrado em Fisiologia do Exercício e Promoção da Saúdept_PT
thesis.degree.levelMestrept_PT
thesis.degree.disciplineCiências do Desportopt_PT
dc.identifier.tid204309280pt_PT
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