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http://hdl.handle.net/20.500.11960/4057| Título: | Envelhecimento e idadismo: um estudo com jovens e adultos mais velhos |
| Autores: | Gonçalves, Raquel Sofia Arieira Silva, Patrícia Maria Teixeira da Leitão, Sandy Gomes |
| Palavras-chave: | Envelhecimento Idadismo Qualidade de vida Gerontologia social Ageing Ageism Quality of life Social gerontology |
| Data: | 17-Mai-2024 |
| Resumo: | Contexto e objetivos: O envelhecimento em Portugal tem ocorrido de forma progressiva e
gradual. Existem inúmeras maneiras de envelhecer, relacionadas não só com a variabilidade das
características das pessoas, como também com o contexto sociocultural em que vivem. Assim,
envelhecer diz respeito às modificações biológicas e psicológicas, mas também aos padrões
sociais e à forma como as comunidades percecionam o processo de envelhecimento (Miguel,
2014). As imagens associadas a este processo incluem comportamentos, conceitos, crenças,
emoções e estereótipos que tendem a evidenciar-se ao longo da vida, podendo assumir formas
de discriminação, tais como o idadismo (Ribeiro, 2007). Este termo foi introduzido por Butler em
1969, caracterizando-se por ser um processo de estereótipos e discriminação sistemática com
base na idade. As atitudes idadistas em relação às pessoas mais velhas podem assumir três
componentes: (i) estereótipos, (ii) preconceito e (iii) discriminação (Marques, 2011) com reflexo
no seu bem-estar e qualidade de vida. Deste modo, é objetivo geral do presente estudo analisar
a relação entre as imagens e estereótipos sobre a velhice e a qualidade de vida de jovens adultos
e adultos mais velhos. Os objetivos específicos são: caracterizar as imagens e estereótipos de
jovens adultos e adultos mais velhos sobre a pessoa idosa e o processo de envelhecimento;
avaliar a relação entre as imagens e estereótipos sobre a velhice e variáveis específicas e analisar
se existem diferenças em relação à imagem e estereótipos sobre a velhice em função da geração
de pertença.
Método: Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, de carácter não experimental, do tipo
correlacional. A amostra foi composta por 122 participantes, dos quais 62 jovens (17-24 anos) e
60 adultos mais velhos (65 ou mais anos), sem comprometimento cognitivo, a residir na
comunidade e a frequentar o IPVC ou uma Universidade Sénior do Norte de Portugal. O processo
de amostragem foi não probabilístico por conveniência, sendo que para a recolha de dados foi
utilizado um questionário sociodemográfico, o questionário específico sobre o idadismo, o
questionário de avaliação da qualidade de vida - WHOQOL-Bref (Canavarro et al., 2010) e a
Escala ImAges (Sousa et al., 2008). O protocolo foi auto-administrado, tendo a recolha de dados
decorrido entre setembro e dezembro de 2023. A análise descritiva e inferencial dos dados foi
realizada através do programa IBM SPSS, versão 27.
Resultados: Os participantes têm idades compreendidas entre os 17 e os 83 anos (M=45,34;
DP=26,1), são maioritariamente do sexo feminino, 69,4% (n=84), solteiros 53,5% (n=65) e com
escolaridade ao nível do 10º-12º ano (55%). Relativamente aos domínios da qualidade de vida
observa-se que a pontuação média mais alta na escala WHOQOL-Bref pertence ao domínio das
relações sociais (M=73,84; DP=16,37) e a pontuação mais baixa ao domínio do ambiente
(M=70,13; DP=15,50). Em relação aos domínios da Escala ImAges, constata-se que foi no
domínio da incompetência relacional e cognitiva que a pontuação foi mais alta (M=22,01;
DP=6,36) e no domínio da dependência física e emocional e antiquado que a pontuação foi mais
baixa (M=20,62; DP=5,07). Foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas
imagens da velhice em função dos grupos de idade, sendo que os jovens têm mais imagens
negativas de “Dependência física e emocional e antiquado” (t(108)=-2,815; p=0,006) e os
adultos mais velhos de “Incompetência relacional e cognitiva” (t(100)=2,945; p=,004).
Observam-se ainda associações negativas e estatisticamente significativas no caso dos adultos
mais velhos s entre a saúde mental e os fatores “Dependência física e emocional e antiquado”
(r=-,354, p=,018.) e “Incompetência relacional e cognitiva” (r=-,457, p=,004).
Conclusão: A promoção de um envelhecimento com qualidade de vida implica ações de
combate ao idadismo nas suas várias dimensões: individual, familiar, social e institucional com
o principal objetivo de desmitificar as imagens e estereótipos negativos presentes na sociedade
associados à pessoa idosa. Context and objectives: Ageing in Portugal has occurred progressively and gradually. There are countless ways of growing old, related not only to the variability of people's characteristics, but also to the socio-cultural context in which they live. Thus, ageing concerns biological and psychological changes, but also social patterns and the way communities perceive the ageing process (Miguel, 2014). The images associated with this process include behaviors, concepts, beliefs, emotions and stereotypes that tend to become evident throughout life and can take on forms of discrimination, such as ageism (Ribeiro, 2007). This term was introduced by Butler in 1969 and is characterized as a process of stereotyping and systematic discrimination based on age. Ageist attitudes towards older people can take on three components: (i) stereotypes, (ii) prejudice and (iii) discrimination (Marques, 2011), with an impact on their well-being and quality of life. Therefore, the general objective of this study is to analyze the relationship between images and stereotypes about old age and the quality of life of young adults and older adults. The specific objectives are to characterize the images and stereotypes of young adults and older adults about the elderly and the ageing process; to assess the relationship between images and stereotypes about old age and specific variables and to analyze whether there are differences in relation to the image and stereotypes about old age depending on the generation to which they belong. Method: This was a quantitative, cross-sectional, non-experimental, correlational study. The sample consisted of 122 participants, including 62 young people (aged 17-24) and 60 older adults (aged 65 or over), without cognitive impairment, living in the community and attending the IPVC or a Senior University in Northern Portugal. The sampling process was non-probabilistic for convenience, and a sociodemographic questionnaire, the specific questionnaire about ageism, the WHOQOL-Bref quality of life assessment questionnaire (Canavarro et al., 2010) and the ImAges Scale (Sousa et al., 2008) were used for data collection. The protocol was selfadministered, and data collection took place between September and December 2023. The descriptive and inferential analysis of the data was carried out using the IBM SPSS program, version 27. Results: The participants were aged between 17 and 83 (M=45.34; SD=26.1), mostly female, 69.4% (n=84), single 53.5% (n=65) and with an education level of 10th-12th grade (55%). With regard to the quality of life domains, the highest average score on the WHOQOL-Bref scale was in the social relations domain (M=73.84; SD=16.37) and the lowest in the environment domain (M=70.13; SD=15.50). In relation to the domains of the ImAges Scale, it was in the domain of relational and cognitive incompetence that the score was highest (M=22.01; SD=6.36) and in the domain of physical and emotional dependence and outdatedness that the score was lowest (M=20.62; SD=5.07). Statistically significant differences were observed in the images of old age according to age groups, with young people having more negative images of "Physical and emotional dependence and old-fashionedness" (t(108)=-2.815; p=0.006) and the elderly of "Relational and cognitive incompetence" (t(100)=2.945; p=.004). There were also negative and statistically significant associations in the case of the elderly between mental health and the factors "Physical and emotional dependence and old-fashioned" (r=-.354, p=.018.) and "Relational and cognitive incompetence" (r=-.457, p=.004). Conclusion: Promoting ageing with quality of life implies actions to combat ageism in its various dimensions: individual, family, social and institutional, with the main aim of demystifying the negative images and stereotypes associated with the elderly in society. |
| Descrição: | Dissertação de Mestrado em Gerontologia Social apresentada na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| URI: | http://hdl.handle.net/20.500.11960/4057 |
| Aparece nas colecções: | ESE - Dissertações de mestrado |
Ficheiros deste registo:
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