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http://hdl.handle.net/20.500.11960/4641| Título: | A Comunicação no apoio à família da pessoa com doença oncológica em cuidados paliativos |
| Autores: | Cerqueira, M. M. Alvarenga, Margarida Freitas Leite, Sara Alves |
| Palavras-chave: | Cuidados paliativos Enfermagem Comunicação Apoio á família Competências especializadas Palliative care Nursing Communication Family support Specific skills |
| Data: | 13-Nov-2025 |
| Resumo: | As transformações demográficas e epidemiológicas das últimas décadas, aliadas ao aumento da prevalência de doenças crónicas, progressivas e incuráveis, têm imposto profundas reconfigurações aos sistemas de saúde, no sentido de responder à complexidade inerente ao processo de fim de vida. Neste enquadramento, emergem os Cuidados Paliativos (CP) que se afirmam como uma resposta especializada, humanizada e orientada para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida da pessoa doente e da sua família ao longo deste percurso.
Com base nestes pressupostos, optou-se pela realização de um Estágio de Natureza Profissional (ENP) no Serviço de CP de uma instituição oncológica do norte do país, com a finalidade de desenvolver competências comuns e específicas de enfermeiro especialista em Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa. No domínio das competências específicas, foram desenvolvidas intervenções clínicas e organizacionais centradas no controlo sintomático, comunicação terapêutica, apoio à família e trabalho em equipa. Relativamente às competências comuns foram delineadas e executadas atividades nos eixos da responsabilidade ética e legal, melhoria contínua da qualidade, gestão dos cuidados e desenvolvimento das aprendizagens profissionais.
A partir da análise crítica da realidade observada neste serviço identificou-se uma fragilidade persistente na comunicação estabelecida com a díade pessoa doente–família. Esta lacuna manifestava-se pela ausência de dispositivos estruturados, pela descontinuidade das interações e pela informalidade relacional, comprometendo a identificação das necessidades da díade e a sustentação da aliança terapêutica. Esta constatação sustentou o desenvolvimento do estudo científico intitulado “A comunicação no apoio à família da pessoa com doença oncológica em cuidados paliativos”, com o objetivo de mapear a evidência científica disponível sobre o recurso à comunicação enquanto estratégia de apoio à família da pessoa com doença oncológica em CP.
O estudo seguiu a metodologia de Scoping Review, de acordo com as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI). Foram definidos como critérios de inclusão: adultos com doença oncológica com necessidades paliativas; práticas comunicacionais dirigidas à pessoa doente e família; todos os níveis de prestação de cuidados desde que integrassem uma abordagem paliativa; e estudos primários e secundários publicados entre 2020 e 2024, em língua portuguesa, inglesa ou espanhola. A pesquisa foi realizada entre 1 e 31 de maio de 2024, nas bases de dados PubMed, CINAHL, Cochrane Library, Nursing & Allied Health Collection e MEDLINE. Após um processo rigoroso de triagem foram
incluídos 4 estudos.
A análise dos dados evidenciou que práticas comunicacionais estruturadas, conduzidas por profissionais capacitados e sustentadas em modelos comunicacionais validados, promovem o bem-estar global da díade, reforçam a aliança terapêutica, legitimam o papel do cuidador e favorecem a continuidade dos cuidados. Em contrapartida, a ausência de dispositivos formais e de mediação profissional qualificada conduz a práticas comunicacionais pontuais, insuficientes e fragmentadas, comprometendo a integridade da aliança terapêutica, os processos de deliberação partilhada e o bem-estar da díade.
Esta investigação científica reafirma o papel estruturante da comunicação terapêutica e sublinha a necessidade da sua integração nas práticas assistenciais, na formação dos profissionais de saúde e na definição de políticas públicas. The demographic and epidemiological transformations of recent decades, combined with the rising prevalence of chronic, progressive, and incurable diseases, have forced profound reconfigurations of health systems to respond to the complexity inherent in the end-of-life process. Within this framework, Palliative Care (PC) emerges as a specialized, humanized response oriented toward promoting the well-being and quality of life of the patient and their family throughout this journey. Based on these premises, a Professional Internship (PI) was undertaken at the Palliative Care Service of an oncological institution in northern Portugal, with the goal of developing both common and specific competencies as a Clinical Nurse Specialist in Palliative Care. In the domain of specific competencies, clinical and organizational interventions were developed focusing on symptom control, therapeutic communication, family support, and teamwork. Regarding common competencies, activities were designed and executed along the axes of ethical and legal responsibility, continuous quality improvement, care management, and professional learning development. Based on a critical analysis of the reality observed in this service, a persistent fragility was identified in the communication established with the patient–family dyad. This gap was manifested by the absence of structured tools, discontinuity of interactions, and relational informality, compromising the identification of the dyad’s needs and the maintenance of the therapeutic alliance. This finding supported the development of the scientific study titled “Communication in supporting the family of the oncological patient in palliative care,” aiming to map the available scientific evidence on the use of communication as a support strategy for the family of people with oncological disease in PC. The study followed the Scoping Review methodology, according to the Joanna Briggs Institute (JBI) guidelines. Inclusion criteria were defined as: adults with oncological disease and palliative needs; communication practices directed at the patient and family; all levels of care delivery integrating a palliative approach; and primary and secondary studies published between 2020 and 2024 in Portuguese, English, or Spanish. The search was conducted between May 1 and May 31, 2024, in the PubMed, CINAHL, Cochrane Library, Nursing & Allied Health Collection, and MEDLINE databases. After a rigorous screening process, 4 studies were included. Data analysis evidenced that structured communication practices, conducted by trained professionals and supported by validated communication models, promote the overall well-being of the dyad, strengthen the therapeutic alliance, legitimize the caregiver's role, and favor continuity of care. Conversely, the absence of formal tools and qualified professional mediation leads to ad hoc, insufficient, and fragmented communication practices, compromising the integrity of the therapeutic alliance, shared decisionmaking processes, and the dyad's well-being. This scientific investigation reaffirms the structural role of therapeutic communication and highlights the need for its integration into clinical practices, healthcare professional training, and the definition of public policies |
| Descrição: | Relatório de Estágio de Natureza Profissional no âmbito do Mestrado em Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa apresentada na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| URI: | http://hdl.handle.net/20.500.11960/4641 |
| Aparece nas colecções: | ESS - Dissertações de mestrado |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
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